O Design e o Designer Gráfico

Segundo AssuntoCriativo, a Miami ad School/ESPM definiu bem o papel do Designer Gráfico dizendo: Este é o profissional que recebe informações complexas e simplifica-as para que simples mortais possam entender. Transforma o caos em entendimento e que acima de tudo, faz com que a vida se torne mais simples e menos confusa, colocando beleza em tudo.
Na minha opinião, uma explicação genérica, que não foi muito além da velha mania de dizer: "O Designer serve pra deixar as coisas bonitinhas". Então vamos sair da definição do profissional e caminhar em direção à definição da atividade.
Design Gráfico é a atividade profissional e a consequente área de conhecimento cujo objetivo é a elaboração de projetos para reprodução por meio gráfico de peças expressamente comunicacionais. Estas peças - cartazes, páginas de revistas, capas de livros e de produtos fonográficos, folhetos, etc - têm como suporte geralmente o papel e como processo de produção a impressão.
O design gráfico não é a simples diagramação de uma página, embora a diagramação possa ser uma das ferramentas de trabalho do designer. Também não é a ilustração, embora esta possa ser um dos elementos utilizados pelo profissional para a consecução de um projeto. Não à toa, Livingston & Livingston(1992) definem o design gráfico como uma "atividade de combinação".
Um projeto de design gráfico consiste num todo que é formado tanto por um texto diagramado e por elementos tipográficos de maior destaque quanto por ilustrações, fotos, elementos acessórios como fios etc. Ou seja: um projeto de design gráfico é um conjunto de elementos visuais - textuais e/ou não-textuais - reunidos numa determinada área preponderamente bidimensional e que resulta exatamente da relação entre estes elementos. Num projeto gráfico, os componenetes tipográficos (ou seja, as "letras") são tratados com a mesma importância visual que, por exemplo, um desenho ou uma foto. Em geral, são protagônicos (ou, pelo menos, deuterogônicos) no que se refere à composição estético-formal, mas não necessariamente únicos.
[...]
Ou seja: morfologicamente, design gráfico é uma atividade de ordenação projetual de elementos estético-visuais textuais e não-textuais com fins expressivos para reprodução por meio gráfico, assim como o estudo dessa atividade e a análise de sua produção. Essa produção inclui a ilustração, a fotografia e outros elementos visuais. No entanto, não inclui nenhuma delas isoladamente: o design gráfico é justamente a combinação de todos estes elementos com fins e meio acima descritos (ainda que, em projetos muito específicos, estes elementos possam constar isoladamente).
(VILLAS-BOAS, André. O que é (e o que nunca foi) design gráfico)
O design gráfico não é a simples diagramação de uma página, embora a diagramação possa ser uma das ferramentas de trabalho do designer. Também não é a ilustração, embora esta possa ser um dos elementos utilizados pelo profissional para a consecução de um projeto. Não à toa, Livingston & Livingston(1992) definem o design gráfico como uma "atividade de combinação".
Um projeto de design gráfico consiste num todo que é formado tanto por um texto diagramado e por elementos tipográficos de maior destaque quanto por ilustrações, fotos, elementos acessórios como fios etc. Ou seja: um projeto de design gráfico é um conjunto de elementos visuais - textuais e/ou não-textuais - reunidos numa determinada área preponderamente bidimensional e que resulta exatamente da relação entre estes elementos. Num projeto gráfico, os componenetes tipográficos (ou seja, as "letras") são tratados com a mesma importância visual que, por exemplo, um desenho ou uma foto. Em geral, são protagônicos (ou, pelo menos, deuterogônicos) no que se refere à composição estético-formal, mas não necessariamente únicos.
[...]
Ou seja: morfologicamente, design gráfico é uma atividade de ordenação projetual de elementos estético-visuais textuais e não-textuais com fins expressivos para reprodução por meio gráfico, assim como o estudo dessa atividade e a análise de sua produção. Essa produção inclui a ilustração, a fotografia e outros elementos visuais. No entanto, não inclui nenhuma delas isoladamente: o design gráfico é justamente a combinação de todos estes elementos com fins e meio acima descritos (ainda que, em projetos muito específicos, estes elementos possam constar isoladamente).
(VILLAS-BOAS, André. O que é (e o que nunca foi) design gráfico)
Portanto, o papel do Designer Gráfico é fazer com que tudo isso aconteça e recentemente foi adicionada uma nova responsabilidade de grande importância, vejamos a seguir num trecho de pesquisa realizada pelo grupo Interdesigners nesse semestre:
Segundo CASAS (2008), o designer gráfico, profissional responsável pela concepção dos projetos, pode promover o chamado EcoDesign através da busca de processos e materiais que utilizam quantidades de recursos ambientais exponencialmente inferiores aos já utilizados.
Desse modo, designer necessita entender as etapas que envolvem a produção para propor o planejamento e execução do trabalho, passando pela pré-impressão, impressão e acabamento(BARIA e WILKE, 2009).Ele tem como dever projetar objetivando a questão da sustentabilidade ambiental visando minimizar os efeitos negativos de seu projeto em todas as etapas do ciclo de vida, da extração à reciclagem. E cabe especificamente ao designer gráfico adaptar as soluções de ecodesign voltadas ao design industrial para a área editorial, levando em consideração fatos como a quantidade de madeira e água gastas pela indústria na fabricação de papel, tendo em vista a relação citada por Buscato (2007) de três toneladas de árvores para uma de papel. Minimizar a cobertura de cores em uma página e reduzir o número de cores é um simples ato para ajudar a evitar o impacto ambiental.
Segundo BARIA e WILKE (2009), o designer na produção de uma peça pode minimizar o formato, ou recorrer à utilização de um papel reciclado, de uma gramatura menor, usar menos cores, tintas a base de óleo vegetal, propor acabamentos a base de água, ou qualquer outra solução que possa reduzir o dano ambiental. Isto pode resultar em grandes ganhos, tanto economicamente para a empresa quanto para o meio ambiente. O designer deve visitar uma gráfica, entender o seu sistema de gerenciamento ambiental, se ela está em dia com suas certificações ou se está se adaptando para isso. Deve procurar saber sobre suas políticas de redução, reutilização e reciclagem, e o que eles fazem com os materiais que não podem voltar para a natureza.
E para quem está iniciando, estudando ou no mercado de trabalho, temos aqui um trecho de "Palavras Duras", por T.M ClelandDesse modo, designer necessita entender as etapas que envolvem a produção para propor o planejamento e execução do trabalho, passando pela pré-impressão, impressão e acabamento(BARIA e WILKE, 2009).Ele tem como dever projetar objetivando a questão da sustentabilidade ambiental visando minimizar os efeitos negativos de seu projeto em todas as etapas do ciclo de vida, da extração à reciclagem. E cabe especificamente ao designer gráfico adaptar as soluções de ecodesign voltadas ao design industrial para a área editorial, levando em consideração fatos como a quantidade de madeira e água gastas pela indústria na fabricação de papel, tendo em vista a relação citada por Buscato (2007) de três toneladas de árvores para uma de papel. Minimizar a cobertura de cores em uma página e reduzir o número de cores é um simples ato para ajudar a evitar o impacto ambiental.
Segundo BARIA e WILKE (2009), o designer na produção de uma peça pode minimizar o formato, ou recorrer à utilização de um papel reciclado, de uma gramatura menor, usar menos cores, tintas a base de óleo vegetal, propor acabamentos a base de água, ou qualquer outra solução que possa reduzir o dano ambiental. Isto pode resultar em grandes ganhos, tanto economicamente para a empresa quanto para o meio ambiente. O designer deve visitar uma gráfica, entender o seu sistema de gerenciamento ambiental, se ela está em dia com suas certificações ou se está se adaptando para isso. Deve procurar saber sobre suas políticas de redução, reutilização e reciclagem, e o que eles fazem com os materiais que não podem voltar para a natureza.
A mais ridícula delas [falando sobre armadilhas] talvez tenha sido o medo de não ser original - aquilo que Romain Rolland chama de 'o medo do já dito'. A ideia de que, se não fizer algo novo todo dia, não sou criativo - esquecendo que, até onde se pode ver, Deus usou o mesmo molde para criar todos os planetas e que o carvalho não muda a forma de suas folhas todo ano. Não existe suposição tão pateticamente enganosa como a de que a originalidade criativa depende de nossa vontade - a ideia de que ela pode ser adquirida leva a resultados deploráveis. Ela dispersa a mente e as energias do jovem estudante, impedindo-o de adquirir a competência técnica indispensável - impedindo-o de aprender sua profissão; e, em estágios mais avançados, atrai o pretenso artista com maneirismos e fórmulas vulgares aos quais ele dará o nome de seu 'estilo'.
E qual é o significado do termo 'funcionalismo'? Será que um Design não pode estar relacionado com nenhuma função senão a mecânica e a material? As obras mais maravilhosas e elaboradas dos gênios do barroco e do rococó também não podem ter sido funcionais, no sentido de que exprimiam o espírito e adaptavam-se perfeitamente a vida que pretendiam servir?
Atualmente ouvimos muitos discursos religiosos sobre a "simplicidade", e a ideia de simplicidade representada pela ausência total de tudo o que não seja essencial para a função mecânica seja um fetiche. [...] Mas, nessa renúncia referente a todos os adornos que, nesse sentido restrito, não sejam estritamente funcionais, será que paramos para pensar se estamos de fato seguindo um instinto humano fundamental ou simplesmente tentando fazer da falta de criatividade uma virtude?" "É muito mais fácil comprar tipos novos do que aprender a utilizar, de maneira eficaz os tipos de que já dispomos."
(Textos Clássicos do Design Gráfico)
Por fim, concluímos que um designer competente estuda tanto quanto um arquiteto, engenheiro, advogado, médico, jornalista, publicitário, programador, entre outros. Ele deve manter-se atualizado nas notícias, tendências, programas, tecnologia, mercado... Sempre relendo livros, revendo conceitos, equilibrando o prático e o teórico, aumentando seu escopo de trabalho ou aperfeiçoando habilidades importantes para seu plano de carreira. Tudo dependerá do objetivo que você tem em mente.
E qual é o significado do termo 'funcionalismo'? Será que um Design não pode estar relacionado com nenhuma função senão a mecânica e a material? As obras mais maravilhosas e elaboradas dos gênios do barroco e do rococó também não podem ter sido funcionais, no sentido de que exprimiam o espírito e adaptavam-se perfeitamente a vida que pretendiam servir?
Atualmente ouvimos muitos discursos religiosos sobre a "simplicidade", e a ideia de simplicidade representada pela ausência total de tudo o que não seja essencial para a função mecânica seja um fetiche. [...] Mas, nessa renúncia referente a todos os adornos que, nesse sentido restrito, não sejam estritamente funcionais, será que paramos para pensar se estamos de fato seguindo um instinto humano fundamental ou simplesmente tentando fazer da falta de criatividade uma virtude?" "É muito mais fácil comprar tipos novos do que aprender a utilizar, de maneira eficaz os tipos de que já dispomos."
(Textos Clássicos do Design Gráfico)
BARIA, Everton; WILKE, Regina Cunha. Produção gráfica sustentável – Um estudo para designer. 2009. Artigo. Acesso em: 31 mar 2012.
BUSCATO, Marcela. O Livro Ecológico. Revista Época. Acesso em: 29 mar 2012.
CASAS, Diego Daniel; ANDRADE, Lisandra.Papéis Reciclados e tintas não-tóxicas: Alternativas sustentáveis ambientalmente na concepção de Projetos gráficos. 2008. Artigo. Acesso em: 31 mar 2012.
0 comments: